Piratas do Caribe 4
não tem nenhum mistério. Conforme os sucessos de seus antecessores, um
recomeço era algo iminente. Algumas mudanças ocorreram durante o
processo de renovação da franquia. O diretor da trilogia, Gore Verbinski, desertou do navio e deixou o timão para o regular Rob Marshall (Chicago, Nine).
A
mudança foi nítida, Marshall não tem a mesma espada que Gore nessa
aventura tão divertida construída durante os anos. Mesmo com os
roteiristas habituais, Ted Elliot e Terry Rossio,
o novo Piratas do Caribe tenta resgatar a simplicidade do primeiro “A
Maldição do Pérola Negra”, comparado aos dois exagerados “Baú da Morte” e
“O Fim do Mundo”, mas naufraga na tentativa, se afogando na mesmice num
oceano onde nenhuma bússola possa mostrar o que realmente deseja.
O filme ainda deve agradar os fãs, pois como se esperava, Jack Sparrow (Johnny Depp)
continua engraçadíssimo e totalmente persuasivo. Sendo o carregador de
piano do elenco. Em sua nova aventura, testemunha um conflito entre
espanhóis e ingleses em busca da Fonte da Juventude. Ao seu lado, não estão mais o casal mega apaixonado de Orlando Bloom e Keira Knightley. Muito melhor, a belíssima Angelica (Penelope Cruz)
que revela uma outra face do capitão Sparrow. Uma face cheia de
sentimentos. Porém, o núcleo romântico ficou estabelecido no pastor Philip (Sam Claflin) e a sereia Syrena (Astrid Bergés-Frisbey).
Mais para agradar o público que gosta de um melodrama e só. Comparado
ao casal Bloom e Knightley, esse conseguiu ser mais chato.
No final das contas,
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas
diverte no humor característico da série (principalmente de Jack
Sparrow), mas falha na falta de ambição de seus produtores. Até entendo,
pois em time que está ganhando não se mexe. O problema é quando recruta
os marujos errados e o barco perde a direção.
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